Vênus errado? Entenda a importância do registro e posicionamento de marca

Imagem – As apresentadoras Renata de Paula, do Vênus Day Talks, e Yasmin Ali, do Venus Podcast Foto @VenusDayTalks via YouTube e @ovenuspodcast via Instagram

Especialista em branding, Petúnya Rébuli analisa o impasse “Vênus” e explica por que um nome exclusivo, protegido e coerente com o posicionamento da marca é um ativo estratégico.

A recente confusão envolvendo a participação da escritora e podcaster Camila Fremder em um podcast com nome semelhante ao que ela imaginava estar — o Venus Podcast, do Flow — trouxe à tona uma questão muitas vezes negligenciada por quem empreende ou cria conteúdo: a importância de ter um nome de marca distintivo, protegido e alinhado com o posicionamento estratégico.

Convidada para uma entrevista, Camila acreditava estar indo ao Venus Podcast, apresentado por Yasmin Ali Yassine, um dos mais populares do país. No entanto, ao chegar no local, percebeu que estava no Venus Day Talks, programa diferente, de outra criadora. O caso viralizou nas redes e abriu espaço para um debate relevante sobre propriedade intelectual e gestão de imagem.

Para a publicitária e estrategista de marca Petúnya Rébuli, o episódio reforça aquilo que ela sempre defende em suas consultorias e mentorias: “Você tem que ter muito cuidado e preocupação com o nome da sua marca, porque o nome também comunica, o nome também diferencia, o nome faz você ser lembrado”, afirma.

Quando o nome confunde e prejudica

Na visão de Petúnya, o nome da marca é parte fundamental do posicionamento. Um bom nome deve ser único, estratégico e refletir os valores e a essência do negócio. Mais do que isso: precisa estar legalmente protegido. “Não adianta eu criar um super nome e não fazer o registro. Aí eu ganho visibilidade, ganho alcance, e vão lá e me copiam”, explica.

O caso dos dois “Vênus” demonstra o que acontece quando há brechas nesse processo. Embora o podcast que foi lançado primeiro tenha amplo reconhecimento e visibilidade, uma possível disputa no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) pode colocar em xeque a titularidade da marca. “Pelo que circula nas redes, supostamente, nenhuma das partes tem o registro deferido ainda. E há inclusive uma oposição registrada. Isso significa que o nome Vênus pode não estar legalmente garantido por nenhum dos lados”, alerta.

Posicionamento e imagem em risco

Para além do aspecto legal, o episódio traz implicações sérias do ponto de vista da gestão de imagem. A especialista explica que o fato de celebridades como Ana Hickmann e Camila Fremder terem, aparentemente, aceitado o convite ao Venus Day Talks sem notar a diferença está diretamente ligado ao capital de marca do Venus Podcast original. “A credibilidade já construída por uma marca pode ser usada, mesmo que indiretamente, para promover outra. E isso arranha a imagem da original”, afirma Petúnya, que defende a ideia de que proteger a marca é também proteger a percepção construída em torno dela.

O que aprender com o caso

Para quem empreende ou está criando uma nova marca, Petúnya dá o recado: nome é posicionamento. “Quando eu falo Coca, você pensa em qualquer refrigerante sabor cola ou na marca Coca-Cola? Nome comunica. Nome posiciona.”

Entre os cuidados essenciais ao criar um nome de marca, ela destaca:

  • Pesquisar se o nome já possui registro no INPI

  • Verificar a disponibilidade do domínio web

  • Conferir se o nome está livre no Instagram e outras redes

  • Avaliar se o nome transmite diferenciação e é memorável

Fonte: Assessoria de Imprensa

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