Brinquechó saiu da sala de casa para se tornar referência em consumo consciente e mira a expansão nacional

Foto: Viviane dos Santos – fundadora do Brinquechó – Crédito Ronaldo Cobra

Nascido da urgência e da criatividade de uma mãe solo, o primeiro brechó de brinquedos do Brasil já vendeu mais de 10 mil itens e agora aposta em um modelo híbrido de vendas e parcerias para crescer sem abrir mão da sustentabilidade.

O que você faria se, de uma hora para outra, se visse sozinha, desempregada, endividada e com uma filha pequena para sustentar? Foi diante desse cenário que Viviane dos Santos decidiu vender os brinquedos da filha para pagar as contas — sem imaginar que aquele gesto se tornaria o ponto de partida para um negócio inovador, com impacto social, potencial de escala e faturamento mensal consistente.

Assim nasceu o Brinquechó, o primeiro brechó especializado em brinquedos do Brasil — e, segundo Viviane, do mundo. Criado em 2021, no auge de uma crise pessoal e financeira, o negócio começou de forma simples, a partir de uma sugestão de uma amiga e da necessidade de esvaziar a casa. Quatro anos depois, já são mais de 10 mil brinquedos vendidos, uma comunidade fiel de clientes e fornecedores, mais de 15 mil pessoas conectadas por grupos de WhatsApp e redes sociais, além de uma operação que fatura cerca de R$ 20 mil por mês, com picos sazonais que dobram esse valor.

O modelo é híbrido e altamente adaptável: boa parte das vendas é realizada por meio de grupos no WhatsApp e do Instagram da marca, com forte apelo no relacionamento direto com os clientes. Em 2025, Viviane deu um novo passo e inaugurou a primeira loja física do Brinquechó, em Vitória (ES), com 60m² e proposta multissensorial, funcionando também como espaço para eventos voltados à economia circular. O objetivo, no entanto, não é virar uma rede tradicional de lojas, mas sim fortalecer a presença digital e abrir pontos estratégicos de apoio em parceria com marcas já consolidadas e, claro, inaugurar franquias por todo o país.

“Eu não imaginava que uma crise tão difícil pudesse ser o começo de algo tão transformador. O Brinquechó é o meu recomeço, mas também é o recomeço de muitos brinquedos e de muitas famílias que encontram aqui uma alternativa acessível e sustentável para presentear seus filhos”, afirma Viviane.

Brechó é tendência lucrativa

O Brinquechó nasce em meio a um cenário promissor para o mercado de segunda mão no Brasil. Apenas o setor de brechós já conta com mais de 118 mil negócios ativos no país — um crescimento de 31% nos últimos cinco anos, segundo levantamento do Sebrae. Em 2025, a expectativa é que o setor movimente R$ 24 bilhões. A movimentação no Brasil reflete uma tendência global. Um relatório da ThredUp, maior plataforma de revenda dos Estados Unidos, estima que o setor de roupas e artigos usados deve atingir US$ 367 bilhões em vendas até 2030, colocando os brechós como protagonistas da nova economia.

Formada e pós-graduada em Administração, Viviane superou as dificuldades e hoje lidera um negócio que conversa com grandes tendências de mercado: a força da economia circular, o fortalecimento do empreendedorismo feminino e a busca por experiências de consumo mais conscientes.

No Brinquechó, a operação é baseada em um modelo de parceria, no qual os fornecedores (geralmente mães e outlets) ficam com 50% do valor líquido da venda. Além de estimular o reaproveitamento e prolongar a vida útil dos brinquedos, o negócio tem um papel educativo ao promover o consumo consciente. Para Viviane, o crescimento do empreendimento não pode ser apenas numérico: “Queremos ser referência em impacto positivo. Crescer sem perder a alma do projeto”, finaliza.

Fonte Assessoria de Imprensa

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