Foto: Petúnya Rebuli é publicitária especialista em branding e posicionamento de marca
Especialista em branding, Petúnya Rébuli explica as diferenças entre planejamento de negócios e de marca e oferece 7 dicas aplicáveis a qualquer empresa.
Com o segundo semestre em andamento, muitas empresas voltam seus olhares para o que foi realizado até aqui e o que ainda precisa ser ajustado até dezembro. Esse momento de revisão vai além de metas financeiras ou operacionais: pode ser decisivo também para o fortalecimento do posicionamento de marca — e a boa notícia é que ainda dá tempo de agir de forma estratégica.
A publicitária e especialista em branding Petúnya Rébuli defende que o período atual oferece uma oportunidade estratégica para realinhar a comunicação, reavaliar prioridades e garantir coerência entre os objetivos da marca e as ações implementadas até o momento. “O planejamento de marca não precisa envolver reposicionamento. Na maioria dos casos, o foco está em ajustar a rota e direcionar esforços para o que ainda pode gerar resultado dentro do ano”, explica.
Enquanto o planejamento de negócios foca em resultados tangíveis, como faturamento e metas de expansão, o planejamento de marca trabalha com aspectos subjetivos: percepção de valor, clareza de mensagem, engajamento com o público e consistência na entrega da promessa de marca.
Segundo Petúnya, essa revisão semestral é uma oportunidade de mensurar a efetividade das ações planejadas no início do ano e entender o que foi, de fato, executado. “Quais ações saíram do papel? Quais resultados essas ações trouxeram para a marca? Houve aumento na visibilidade? Houve reconhecimento? Crescimento no engajamento interno? Atração de clientes? Essas são perguntas que ajudam a tornar o planejamento de marca mais objetivo”, afirma.
Ajustes estratégicos
Segundo a especialista, a revisão semestral deve considerar quatro dimensões principais: o negócio, a marca, a comunicação e a implementação. O processo começa com um diagnóstico do posicionamento atual da marca e segue com a construção de um plano de ação para os meses seguintes, respeitando o ritmo e a estrutura de cada empresa.
“Uma marca pode estar financeiramente saudável e, ao mesmo tempo, apresentar sinais de desalinhamento na forma como é percebida. Revisar esses aspectos ajuda a evitar ruídos na comunicação e garante mais consistência ao longo do tempo”, aponta.
Entre os benefícios de se realizar essa revisão agora estão a possibilidade real de ajustes ainda dentro do ano vigente, o ganho de clareza para decisões futuras e a redução da sensação de urgência que costuma marcar o último trimestre do ano, quando as entregas se acumulam.
Sete ações recomendadas para a revisão de marca no segundo semestre
Com base em sua experiência com posicionamento de marca, Petúnya sugere sete ações práticas para orientar essa revisão:
- Reavaliar o posicionamento atual
Diagnosticar como a marca está sendo percebida no momento e identificar pontos de desconexão com a identidade desejada. - Atualizar a análise SWOT
Considerar as novas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças que surgiram nos últimos meses, com base em fatores internos e externos. - Revisar o propósito institucional
Verificar se o propósito continua coerente com o momento atual e com os públicos atendidos. - Analisar o público-alvo
Entender se o público atual permanece alinhado com os objetivos estratégicos da marca ou se há necessidade de ajustes na segmentação. - Priorizar ações por esforço e impacto
Utilizar critérios objetivos para decidir quais iniciativas devem ser mantidas, ampliadas, pausadas ou descartadas. - Organizar o calendário de ações
Distribuir as ações ao longo do segundo semestre de forma equilibrada, com metas realistas por mês. - Construir um cenário desejado para os próximos meses
Descrever, de forma prática e detalhada, qual deve ser o estado ideal da marca até o final do ano — incluindo sensações, entregas e resultados esperados.
Fonte Assessoria de Imprensa





